quarta-feira, 8 de novembro de 2023
quarta-feira, 18 de outubro de 2023
terça-feira, 10 de outubro de 2023
DESAFIO DE OUTONO...
sexta-feira, 6 de outubro de 2023
Bom ano letivo 2023/2024!
Bem-vindos a mais um emocionante ano letivo!
Estamos de regresso ao nosso blogue EntreLinhas, um espaço mágico dedicado à leitura/escrita/ilustração...com muitas pinceladas de criatividade!
Tal como aconteceu no ano anterior, iremos ter desafios mensais,
pelo que contamos com a entusiástica participação dos nossos alunos sonhadores,
sempre inspirados e criativos!
Caso tenham sugestões, não hesitem em falar connosco!
A equipa EntreLinhas
segunda-feira, 10 de julho de 2023
quinta-feira, 22 de junho de 2023
DESAFIO DE MAIO - TEXTOS
Mãe
Leonor Pascoal, 8º ano
Mãe é um termo tão vasto, que tem significados tão diferentes para cada um de nós.
Para mim, mãe simboliza amor, paz e carinho. Quando ouço esta
palavra a minha mente faz questão de mostrar logo uma imagem muito bonita da
minha mãe a sorrir. Ah! Como eu gosto de ver os seus olhos a iluminarem-se de
felicidade, e de ouvir o seu riso contagioso. Sinto sempre o meu coração a
encher-se de ternura a também começo a sorrir, claro, pois temos de aproveitar
todos os pequenos momentos enquanto podemos.
É claro que a palavra mãe não me lembra só da minha mamã,
também me lembra da minha avó. Porque, no final de contas, sem a minha avó eu
não estaria aqui hoje com a minha mãe. Por isso, no dia da mãe, faço questão de
dar também um miminho à minha avozinha. Uma flor do jardim chega, é o que ela
diz, mas eu gosto de mostrar-lhe que também por ela nutro amor e gratidão.
Por último, quero desejar um feliz dia da mãe (para sempre)
para todas as mães do mundo (incluindo avós e bisavós, porque sem elas nós não
existiríamos).
Dedico este texto à minha mãe e à minha avó, as minhas heroínas.
Feliz dia da Mãe
Marta Gancho, 7º ano
Caminhamos juntas desde que cheguei a este
mundo
Amigas, sonhadoras, num amor profundo
Riu-me para ti com olhar encantado
Levas-me contigo
A minha mãe em todo o lado
A minha professora da vida...
Muitas vezes me questiono
Eu sem ti, o que seria?
Lembro-me do teu sorriso
Hoje é o teu dia
Oiço-te...vejo-te
Revejo-te
Minha mãe
A minha cuidadora
Eu e tu, juntas na sanidade e na loucura
Deste-me as asas para voar
Obedeci-te e deixei-me levar
Melhor que tu, ninguém me conhece
Um dia saberás que o mundo te reconhece
Nem é tarde nem é cedo
Dia da melhor mãe do mundo
O dia da minha Mãe!
“O jeito da
minha Mãe”
Miguel Ferreira 7º ano
Minha Mãe, no seu
jeito doce
Ninguém diria que faz
o melhor arroz-doce
Minha Mãe, no seu
jeito engraçado
Ninguém diria que
leva a melhor no padel
Minha Mãe, no seu
jeito irritado
Ninguém diria que
passa por vezes um mau bocado
Minha Mãe, no seu
jeito de heroína
Ninguém diria que
afinal chora todo o dia
Minha Mãe, no seu
jeito cansado
Ninguém diria que
afinal não quer fazer recados
Minha Mãe, no seu
jeito meigo
Ninguém diria que
guarda em si todo o Amor pelos filhos no peito
Para sempre, mãe
Carolina Viegas, 8º ano
Mãe, é alguém
inconfundível
Que se distingue de qualquer
pessoa.
O seu enorme trabalho é
visível
E merece mais que uma coroa.
Uma mãe ama-nos em todas as
situações,
Mesmo quando a perfeição não
nada nela.
Por vezes, enche os nossos corações
Com o olhar ou uma
piscadela.
Nos dias de mágoa
É ela quem procuro.
O seu enorme afeto
Tem um traço tão puro!
Pois, com ela vejo um futuro
Mais feliz, mais seguro.
Que me enche por completo.
É uma onda no mar azul.
É uma amarílis na primavera.
Torna-se na seta que aponta
para sul,
Torna-se numa pequena
lágrima sincera.
Palavras de amor,
Que me fazem ser diferente.
Transforma-me em alguém
melhor
Mais alegre e reluzente.
Na sua alma transporta
Toda a beleza do universo.
Para ela o meu coração
exporta,
O amor que reúne um verso.
Mãe levou-me consigo.
Mãe cuida de mim.
Meu porto de abrigo,
Afasta o cruel perigo,
Dando continuidade ao fim.
Não dá para descrever
O quanto a vou amar.
Irei para sempre dizer
“Nada nos vai separar”.
Honrar as nossas mães é mais do que um dever, é uma
demonstração de amor e gratidão. Elas são as primeiras pessoas que nos acolhem
no mundo, que nos ensinam o valor da vida e nos ajudam a crescer. Mulheres
fortes, determinadas e abençoadas que merecem todo o carinho e respeito que
podemos oferecer. Neste mês das Mães, quero expressar todo o meu amor e
gratidão à minha mãe, mas vou mais além, a todas as mães do mundo. São
verdadeiras heroínas, capazes de fazer tudo pelos seus filhos, sempre com um
sorriso no rosto e um amor incondicional no coração. Mãe, obrigado por tudo o
que fizeste por mim, por me ensinares os valores que preciso para seguir em
frente na vida e por estares sempre presente na minha vida. Eu não seria quem
sou hoje sem o teu amor e a tua dedicação. A todas as mães, eu desejo um mês
repleto de amor e felicidade. Que se sintam amadas e valorizadas, pois assim o
merecem. E que honremos as nossas mães não apenas neste mês, mas em todos os
meses das nossas vidas, com gestos de amor e carinho que possam desenhar
sorrisos nos seus corações!
Com muito carinho,
Afonso Calhau, 10º ano
sábado, 13 de maio de 2023
DESAFIO DE MAIO
Vamos honrar as nossas mães através de uma manifestação de amor e carinho? Elas são seres abençoados, são mulheres extraordinárias que nos trouxeram ao mundo e nos ajudaram a crescer da melhor forma possível. Elas merecem o nosso agradecimento … e uma palavra de afeto da nossa parte.
É tão bom desenhar sorrisos no coração!
Este desafio estende-se também aos professores!
Vamos lá a escrever um texto com muito amor e ternura!
sexta-feira, 12 de maio de 2023
Futurística
Enquanto o fogo enchia o balão de ar quente, via-se o chão a ficar
para trás. Subimos cada vez mais em direção ao infinito céu azul. Passando as
nuvens, começava-se a avistar algo, uma luz que se multiplicava em milhões de
“estrelinhas portáteis”.
Era a Futurística, cidade cujo nome se ouve em histórias de
embalar. Esta é magnífica, cheia de esplendor! Aqui as pessoas não vivem em
altos prédios nem em grandes vivendas, vivem em tendas. Por dentro estão muito
bem decoradas, com assentos confortáveis e mobília acolhedora. As crianças aprendem numa clareira rodeada de árvores da
inspiração. Existem hortas comunitárias onde todos ajudam a plantar os seus deliciosos alimentos.
Nesta cidade não existem carros, nem telemóveis, nem televisões, todos convivem na rua onde
as crianças brincam, depois das aulas e os adultos conversam, após o trabalho.
Futurística é uma cidade inimaginável. Nela não existe maldade,
ódio, inveja, guerra, só existe o amor e a bondade. Todos são amigos, colegas,
vizinhos e amam-se muito!
Esta é a cidade que eu espero que o Mundo se torne um dia, no futuro, para que
os nossos descendentes vivam no melhor local possível…
Leonor Pascoal 8º B
Menção Honrosa - Desafio de março/abril
Pensamentos divididos
Os nossos pensamentos, às vezes,
são uma enorme confusão, como se todos eles se entrelaçassem formando uma linha
presa por vários nós. A mim, encanta-me a ideia de contemplá-los um por um.
Talvez não saiba explicar da melhor forma, mas todos eles estão ligados mesmo
sem nos apercebermos. A verdade é que apresentam uma forma intensa levando-nos
a refletir sobre tantos acontecimentos…
Um dia, quis descobri-los melhor e
procurei-os. Sabia que provavelmente seria algo arriscado e que poderia
originar uma corrente de água sincera que escorre pelos nossos olhos. Todos os
meus pensamentos estavam rodeados de sonhos. A minha cabeça estava repleta de
nuvens onde nelas me deitava fechando os olhos, na esperança de os voltar a
abrir e ver um mundo como imaginei.
Sonhos e desejos fundiam-se em
mim, mas não eram os únicos que viviam na minha mente. Para além deles
existiam os medos, os receios, as mágoas do passado que originavam um aperto no
coração quando eram relembrados. Estes dois lados uniam-se e
enfrentavam-se numa batalha. Lutavam para ver quem dominaria os meus pensamentos.
As nuvens onde me deitava, envolviam as espadas afiadas que feriam o meu
coração como se destacassem a importância de sonhar, mesmo que em nós se construam
obstáculos.
Assim, era este duelo que
explicava toda a confusão dos meus pensamentos. E a esperança? Onde estava? Só
ela poderia originar a harmonia. Agora já não procurava as minhas
reflexões, mas sim a solução para organizá-las. Nalguns momentos, eu só
queria viver com sonhos como se tudo estivesse sempre perfeito, porém sabia que
com as coisas menos positivas a que a vida nos desafia tornamo-nos mais fortes
e capazes de aprender quando erramos. Eu, não aguentando a agitação que se
formava em mim, gritava pela esperança.
Carolina Viegas 8º F
A caminho de casa…
A caminho de casa dos meus avós,
vejo uma paisagem única… Vacas de muitas cores, a pastarem na lezíria
ribatejana, as árvores em volta são refúgio para algumas aves no inverno. Como
já estamos próximos da primavera já se veem algumas flores a aparecer. Ao
fundo, vê-se o rio Tejo, com alguns patos em bandos. Na viagem, discutíamos
qual o pássaro mais elegante, dos muitos que havia, no céu com nuvens que
pareciam lã de ovelha e com um sol iluminado. Das diversas espécies de animais
que nos acompanharam, a lebre deu-nos a sua companhia. É uma paisagem a
anunciar que a primavera está a chegar!
Vicente Santos 6º D
Desafio de março/abril
Os ladrões de bananas
Num domingo à noite o senhor Zé
que é o dono da mercearia estava a repor as maçãs para o dia seguinte, quando
reparou que não havia bananas e pensou para si próprio:
-Que estranho, ainda há bocado
estive a repor as bananas, onde será que elas estão?
Foi ao armazém e viu que as
bananas não estavam lá até que se se deparou com um buraco numa das paredes do
armazém. À frente do buraco estava uma casca de banana e o senhor Zé achou
estranho, porque só lá estava ele e não tinha comido nenhuma banana.
Ao sair da mercearia deparou-se
com um rasto de cascas de banana que chegava até à praia.
Ao chegar à praia viu que o rasto
tinha acabado então começou à procura de mais pistas até que descobriu que
estavam dois macacos a partilharem a última banana.
O senhor Zé percebeu que não havia
ladrão nenhum, mas sim dois macacos atrevidos e esfomeados e ele achou-lhes
tanta graça que os adotou.
A partir dessa noite o senhor Zé
começou a encomendar bananas para a mercearia e para os dois macacos.
Mateus Martins 9º C
Desafio de março/abril
Paz da praia
O
metal quente do fecho da mochila preta, na cadeira da varanda,
cuja janela era partilhada com o seu quarto. O contraste
ferve na ponta dos seus dedos. Uma zona fria por, mais
lentamente do que era suposto, ter arrumado a garrafa de
água congelada na lancheira.
Os olhos verdes sensíveis à luz de
meados de agosto procuram a voz que o seu ouvido tanto reconhece –
“despacha-te” -, sua
mãe. E passa por ela com a lancheira, descendo as escadas como
se cada degrau se desintegrasse depois de ser pisado.
Não entende a sua pressa, a areia não
vai a lado nenhum.
O pai espera no carro, trauteando o
ritmo da música no volante.
Com os seus óculos escuros e camisa e calções de linho,
material fresco e leve, num verão de ar que se envolve nos
pulmões. Os olhos de um tom verde, mais claro do que os dela,
seguem a figura da mãe que se junta a ele com um jeito
que
parece ficar mais relaxado quando ouve o som das chaves a
trancarem o portão pintado de branco. Nos lugares da frente do
carro, partilham o mesmo pensamento “Estava a ver que não era
capaz de se despachar”.
Ela abre a porta e o couro do assento
acomoda-se ao seu peso.
Afoga-se
na imaginação e só vem ao de cima quando a sua visão periférica
reconhece a familiaridade do seu redor. Mãe e filha
saem, enquanto o pai vai estacionar o carro. É longe, não
vale a pena irem todos.
Leva a sua mochila e um chapéu
amarelo, aquele amarelo nostálgico
capaz de confortar uma pessoa, e a mãe a lancheira e
a sua mala. Desvia o seu olhar desta, que parece adiantar a
sua passada, e vagueia nas várias cores da paisagem diante de
si. As ondas fazem-se ouvir (tão calmas como a sua mãe antes
da viagem), o rio cheio desfaz-se no mar percorrendo o
lado direito da praia que parece protegida por enormes formações
de rochas, destacando-se uma pela sua forma de barbatana
de tubarão. As memórias invadem o seu pensamento e
o seu peito aperta de saudades não conseguindo impedir os seus
lábios de tomarem a forma de um sorriso. Ânsia reúne-se no fundo do seu
estômago.
Ela acelera o passo, agora espera que
a areia não fuja.
Chapéus cobrem a areia e o seu nome
desvanecido trá-la de volta
à realidade. Segue as marcas que a mulher mais velha deixa
e monta o chapéu no lugar escolhido como suficientemente bom. Instalam-se e
quando o pai chega junta-se à mãe para um passeio. Ela finge não gostar da
ideia, mas estar sozinha a sentir o sol em todo o seu corpo é tudo que quer.
Despe-se, estica-se na toalha e só tem perceção da areia a tomar forma das suas
curvas, debaixo do fino material. Tenta-se a pegar um livro que trouxe, mas as
suas pálpebras decidem contra e as conversas das outras pessoas reduzem
gradualmente de volume. Deixa-se ir. Acorda, com a companhia dos seus pais e
faz conversa de quem acabou
de acordar (cujo conteúdo, por muito que tente, não se
lembra). Levanta-se, empurrando a areia com as suas palmas,
e arrasta as pernas onde o seu olfato deseja aproximar-se,
sentido a areia a preencher todos os espaços e
buracos que esta cria ao andar. O choque de temperatura invade
todo o seu corpo, dos pés em contacto com as ondas, até
às suas orelhas, uma mais vermelha devido à posição escolhida
para a sesta. Agora, são as suas mãos que ficam molhadas
e juntas fazem uma taça que carrega água salgada e
fresca
de encontro à sua cara, permitindo que os sentidos fiquem
mais aptos, deixando o estado de sonolência no passado.
Deixa-se
absorver pela imagem onde se encontra, e pisca os olhos
outra vez, como se fosse mentira. Os seus pés sentem a
areia quando ela se afasta da água. Senta-se e parece que a
mente fica calada, pela primeira vez, pelo menos parece a primeira
vez. A cena que observa é ridícula, não faz sentido algo
conter tanta beleza. As imperfeições da areia, os tons que
variam, ficando mais escuros ao aumentar a sua proximidade com o mar; revolto e
azul como sempre e misturando branco no final de cada uma das suas viagens à
terra, criando espuma e voltando para trás, tomando uma certeza, repetição e
consistência nestas caminhadas que só o mar tem. O céu, longe, está no plano do
fundo, um azul-claro de mesma relevância que o da água, mas deixa as suas
nuvens terem o papel principal pouco usual em vistas assim. Mesmo se quisesse
era difícil competir com o molde destas, molde que cobre o céu como se fosse um
plano pouco opaco que só deixa passar a presença do sol, atrás delas. Os seus
tons de laranja no fundo acrescentam ao valor da paisagem que os olhos
verdes tentam capturar. Num piscar de olhos, as nuvens e
o mar parecem cruzar-se, estupendamente assemelhando-se a vizinhos.
Ela
não consegue ouvir nada, agora não pode.
Sente a brisa acariciar o seu cabelo,
desliga-se do mundo. Tem
de capturar esta paisagem, partilhar este momento, seria egoísta
guardá-lo para ela, mas não se atreve a mexer-se.
Receia
que desapareça, que a areia escorregue debaixo de si, que
o mar seque, que o sol pare de brilhar, que as nuvens se desfaçam,
que chova. Não se move. Em vez disso, dá tudo de si,
entrega-se à natureza, reconhece que esta paz é única.
Relembra
a pressa da mãe e entende, finalmente.
Araz Neutrum
Matilde Antão Coelho, 11º B
terça-feira, 25 de abril de 2023
25 de abril - Dia da Liberdade
Manuel Alegre, in 'Atlântico'
quarta-feira, 19 de abril de 2023
Dia da Liberdade - o 25 de abril celebra-se com poesia...
Conquista
Livre
não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!
Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'



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