terça-feira, 10 de outubro de 2023

DESAFIO DE OUTONO...

Olá, queridos alunos!

Chegou o primeiro desafio deste ano letivo!

Optámos por repetir o desafio do ano anterior com mais participações, cujos textos se destacaram pela positiva e com muitas pinceladas de criatividade! 
Para leres melhor o texto da imagem, dá um clique sobre ela, de forma a ficar ampliada.

Boa inspiração e surpreende-nos com a tua escrita!




 

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Bom ano letivo 2023/2024!

 


Olá, queridos alunos!

Bem-vindos a mais um emocionante ano letivo!

Estamos de regresso ao nosso blogue EntreLinhas, um espaço mágico dedicado à leitura/escrita/ilustração...com muitas pinceladas de criatividade!

Tal como aconteceu no ano anterior, iremos ter desafios mensais, pelo que contamos com a entusiástica participação dos nossos alunos sonhadores, sempre inspirados e criativos!

Caso tenham sugestões, não hesitem em falar connosco!

A equipa EntreLinhas


quinta-feira, 22 de junho de 2023

DESAFIO DE MAIO - TEXTOS

 Mãe

   Leonor Pascoal, 8º ano

      Mãe é um termo tão vasto, que tem significados tão diferentes para cada um de nós.

   Para mim, mãe simboliza amor, paz e carinho. Quando ouço esta palavra a minha mente faz questão de mostrar logo uma imagem muito bonita da minha mãe a sorrir. Ah! Como eu gosto de ver os seus olhos a iluminarem-se de felicidade, e de ouvir o seu riso contagioso. Sinto sempre o meu coração a encher-se de ternura a também começo a sorrir, claro, pois temos de aproveitar todos os pequenos momentos enquanto podemos.

   É claro que a palavra mãe não me lembra só da minha mamã, também me lembra da minha avó. Porque, no final de contas, sem a minha avó eu não estaria aqui hoje com a minha mãe. Por isso, no dia da mãe, faço questão de dar também um miminho à minha avozinha. Uma flor do jardim chega, é o que ela diz, mas eu gosto de mostrar-lhe que também por ela nutro amor e gratidão.

   Por último, quero desejar um feliz dia da mãe (para sempre) para todas as mães do mundo (incluindo avós e bisavós, porque sem elas nós não existiríamos).
   Dedico este texto à minha mãe e à minha avó, as minhas heroínas.







Feliz dia da Mãe

Marta Gancho, 7º ano

 

Caminhamos juntas desde que cheguei a este mundo

Amigas, sonhadoras, num amor profundo

Riu-me para ti com olhar encantado

Levas-me contigo

A minha mãe em todo o lado

 

A minha professora da vida...

 

Muitas vezes me questiono 

Eu sem ti, o que seria?

Lembro-me do teu sorriso

Hoje é o teu dia

Oiço-te...vejo-te

Revejo-te

 

Minha mãe

A minha cuidadora

Eu e tu, juntas na sanidade e na loucura

 

Deste-me as asas para voar

Obedeci-te e deixei-me levar

 

Melhor que tu, ninguém me conhece

Um dia saberás que o mundo te reconhece

Nem é tarde nem é cedo

Dia da melhor mãe do mundo

O dia da minha Mãe!

 


“O jeito da minha Mãe”

Miguel Ferreira 7º ano

 

Minha Mãe, no seu jeito doce

Ninguém diria que faz o melhor arroz-doce

Minha Mãe, no seu jeito engraçado

Ninguém diria que leva a melhor no padel

Minha Mãe, no seu jeito irritado

Ninguém diria que passa por vezes um mau bocado

Minha Mãe, no seu jeito de heroína

Ninguém diria que afinal chora todo o dia

Minha Mãe, no seu jeito cansado

Ninguém diria que afinal não quer fazer recados

Minha Mãe, no seu jeito meigo

Ninguém diria que guarda em si todo o Amor pelos filhos no peito

 




Para sempre, mãe

Carolina Viegas, 8º ano

 

Mãe, é alguém inconfundível 

Que se distingue de qualquer pessoa.

O seu enorme trabalho é visível

E merece mais que uma coroa.

 

Uma mãe ama-nos em todas as situações,

Mesmo quando a perfeição não nada nela.

Por vezes, enche os nossos corações

Com o olhar ou uma piscadela.

 

Nos dias de mágoa

É ela quem procuro.

O seu enorme afeto

Tem um traço tão puro!

Pois, com ela vejo um futuro

Mais feliz, mais seguro.

Que me enche por completo.

 

É uma onda no mar azul.

É uma amarílis na primavera.

Torna-se na seta que aponta para sul,

Torna-se numa pequena lágrima sincera.

 

Palavras de amor,

Que me fazem ser diferente.

Transforma-me em alguém melhor

Mais alegre e reluzente.

 

Na sua alma transporta

Toda a beleza do universo.

Para ela o meu coração exporta,

O amor que reúne um verso.

 

Mãe levou-me consigo.

Mãe cuida de mim.

Meu porto de abrigo,

Afasta o cruel perigo,

Dando continuidade ao fim.

 

Não dá para descrever

O quanto a vou amar.

Irei para sempre dizer

“Nada nos vai separar”.

 





Honrar as nossas mães é mais do que um dever, é uma demonstração de amor e gratidão. Elas são as primeiras pessoas que nos acolhem no mundo, que nos ensinam o valor da vida e nos ajudam a crescer. Mulheres fortes, determinadas e abençoadas que merecem todo o carinho e respeito que podemos oferecer. Neste mês das Mães, quero expressar todo o meu amor e gratidão à minha mãe, mas vou mais além, a todas as mães do mundo. São verdadeiras heroínas, capazes de fazer tudo pelos seus filhos, sempre com um sorriso no rosto e um amor incondicional no coração. Mãe, obrigado por tudo o que fizeste por mim, por me ensinares os valores que preciso para seguir em frente na vida e por estares sempre presente na minha vida. Eu não seria quem sou hoje sem o teu amor e a tua dedicação. A todas as mães, eu desejo um mês repleto de amor e felicidade. Que se sintam amadas e valorizadas, pois assim o merecem. E que honremos as nossas mães não apenas neste mês, mas em todos os meses das nossas vidas, com gestos de amor e carinho que possam desenhar sorrisos nos seus corações!

 

Com muito carinho,

Afonso Calhau, 10º ano



 

sábado, 13 de maio de 2023

DESAFIO DE MAIO

 


Vamos honrar as nossas mães através de uma manifestação de amor e carinho? Elas são seres abençoados, são mulheres extraordinárias que nos trouxeram ao mundo e nos ajudaram a crescer da melhor forma possível. Elas merecem o nosso agradecimento … e uma palavra de afeto da nossa parte.

É tão bom desenhar sorrisos no coração!

Este desafio estende-se também aos professores!

Vamos lá a escrever um texto com muito amor e ternura!


Envia-nos o teu texto em formato digital para: entrelinhas300@gmail.com 
Não te esqueças de nos indicares o teu nome, ano e turma.


sexta-feira, 12 de maio de 2023

VENCEDOR DO DESAFIO DE MARÇO/ABRIL


 

 Futurística




Enquanto o fogo enchia o balão de ar quente, via-se o chão a ficar para trás. Subimos cada vez mais em direção ao infinito céu azul. Passando as nuvens, começava-se a avistar algo, uma luz que se multiplicava em milhões de “estrelinhas portáteis”.

Era a Futurística, cidade cujo nome se ouve em histórias de embalar. Esta é magnífica, cheia de esplendor! Aqui as pessoas não vivem em altos prédios nem em grandes vivendas, vivem em tendas. Por dentro estão muito bem decoradas, com assentos confortáveis e mobília acolhedora. As crianças aprendem numa clareira rodeada de árvores da inspiração. Existem hortas comunitárias onde todos ajudam a plantar os seus deliciosos alimentos. Nesta cidade não existem carros, nem telemóveis, nem televisões, todos convivem na rua onde as crianças brincam, depois das aulas e os adultos conversam, após o trabalho.

Futurística é uma cidade inimaginável. Nela não existe maldade, ódio, inveja, guerra, só existe o amor e a bondade. Todos são amigos, colegas, vizinhos e amam-se muito!
Esta é a cidade que eu espero que o Mundo se torne um dia, no futuro, para que os nossos descendentes vivam no melhor local possível…


Leonor Pascoal 8º B


Menção Honrosa - Desafio de março/abril


Pensamentos divididos

Os nossos pensamentos, às vezes, são uma enorme confusão, como se todos eles se entrelaçassem formando uma linha presa por vários nós. A mim, encanta-me a ideia de contemplá-los um por um. Talvez não saiba explicar da melhor forma, mas todos eles estão ligados mesmo sem nos apercebermos. A verdade é que apresentam uma forma intensa levando-nos a refletir sobre tantos acontecimentos… 

Um dia, quis descobri-los melhor e procurei-os. Sabia que provavelmente seria algo arriscado e que poderia originar uma corrente de água sincera que escorre pelos nossos olhos. Todos os meus pensamentos estavam rodeados de sonhos. A minha cabeça estava repleta de nuvens onde nelas me deitava fechando os olhos, na esperança de os voltar a abrir e ver um mundo como imaginei. 

Sonhos e desejos fundiam-se em mim, mas não eram os únicos que viviam na minha mente. Para além deles existiam os medos, os receios, as mágoas do passado que originavam um aperto no coração quando eram relembrados. Estes dois lados uniam-se e enfrentavam-se numa batalha. Lutavam para ver quem dominaria os meus pensamentos. As nuvens onde me deitava, envolviam as espadas afiadas que feriam o meu coração como se destacassem a importância de sonhar, mesmo que em nós se construam obstáculos. 

Assim, era este duelo que explicava toda a confusão dos meus pensamentos. E a esperança? Onde estava? Só ela poderia originar a harmonia. Agora já não procurava as minhas reflexões, mas sim a solução para organizá-las. Nalguns momentos, eu só queria viver com sonhos como se tudo estivesse sempre perfeito, porém sabia que com as coisas menos positivas a que a vida nos desafia tornamo-nos mais fortes e capazes de aprender quando erramos. Eu, não aguentando a agitação que se formava em mim, gritava pela esperança. 

Então percebi algo. A batalha não acabaria, mas uma pequena luz ajudar-me-ia, abrindo uma porta que para cada situação iluminaria o lado adequado.

Carolina Viegas 8º F





A caminho de casa…

A caminho de casa dos meus avós, vejo uma paisagem única… Vacas de muitas cores, a pastarem na lezíria ribatejana, as árvores em volta são refúgio para algumas aves no inverno. Como já estamos próximos da primavera já se veem algumas flores a aparecer. Ao fundo, vê-se o rio Tejo, com alguns patos em bandos. Na viagem, discutíamos qual o pássaro mais elegante, dos muitos que havia, no céu com nuvens que pareciam lã de ovelha e com um sol iluminado. Das diversas espécies de animais que nos acompanharam, a lebre deu-nos a sua companhia. É uma paisagem a anunciar que a primavera está a chegar!

Vicente Santos 6º D





 

Desafio de março/abril

 

Os ladrões de bananas



Num domingo à noite o senhor Zé que é o dono da mercearia estava a repor as maçãs para o dia seguinte, quando reparou que não havia bananas e pensou para si próprio:

-Que estranho, ainda há bocado estive a repor as bananas, onde será que elas estão?

Foi ao armazém e viu que as bananas não estavam lá até que se se deparou com um buraco numa das paredes do armazém. À frente do buraco estava uma casca de banana e o senhor Zé achou estranho, porque só lá estava ele e não tinha comido nenhuma banana.

Ao sair da mercearia deparou-se com um rasto de cascas de banana que chegava até à praia.

Ao chegar à praia viu que o rasto tinha acabado então começou à procura de mais pistas até que descobriu que estavam dois macacos a partilharem a última banana.

O senhor Zé percebeu que não havia ladrão nenhum, mas sim dois macacos atrevidos e esfomeados e ele achou-lhes tanta graça que os adotou.

A partir dessa noite o senhor Zé começou a encomendar bananas para a mercearia e para os dois macacos.

Mateus Martins 9º C


Desafio de março/abril

 

Paz da praia



O metal quente do fecho da mochila preta, na cadeira da varanda, cuja janela era partilhada com o seu quarto. O contraste ferve na ponta dos seus dedos. Uma zona fria por, mais lentamente do que era suposto, ter arrumado a garrafa de água congelada na lancheira.

Os olhos verdes sensíveis à luz de meados de agosto procuram a voz que o seu ouvido tanto reconhece – “despacha-te” -, sua mãe. E passa por ela com a lancheira, descendo as escadas como se cada degrau se desintegrasse depois de ser pisado.

Não entende a sua pressa, a areia não vai a lado nenhum.

O pai espera no carro, trauteando o ritmo da música no volante. Com os seus óculos escuros e camisa e calções de linho, material fresco e leve, num verão de ar que se envolve nos pulmões. Os olhos de um tom verde, mais claro do que os dela, seguem a figura da mãe que se junta a ele com um jeito
que parece ficar mais relaxado quando ouve o som das chaves a trancarem o portão pintado de branco. Nos lugares da frente do carro, partilham o mesmo pensamento “Estava a ver que não era capaz de se despachar”.

Ela abre a porta e o couro do assento acomoda-se ao seu peso.
Afoga-se na imaginação e só vem ao de cima quando a sua visão periférica reconhece a familiaridade do seu redor. Mãe e filha saem, enquanto o pai vai estacionar o carro. É longe, não vale a pena irem todos.

Leva a sua mochila e um chapéu amarelo, aquele amarelo nostálgico capaz de confortar uma pessoa, e a mãe a lancheira e a sua mala. Desvia o seu olhar desta, que parece adiantar a sua passada, e vagueia nas várias cores da paisagem diante de si. As ondas fazem-se ouvir (tão calmas como a sua mãe antes da viagem), o rio cheio desfaz-se no mar percorrendo o lado direito da praia que parece protegida por enormes formações de rochas, destacando-se uma pela sua forma de barbatana de tubarão. As memórias invadem o seu pensamento e o seu peito aperta de saudades não conseguindo impedir os seus lábios de tomarem a forma de um sorriso. Ânsia reúne-se no fundo do seu estômago.

Ela acelera o passo, agora espera que a areia não fuja.

Chapéus cobrem a areia e o seu nome desvanecido trá-la de volta à realidade. Segue as marcas que a mulher mais velha deixa e monta o chapéu no lugar escolhido como suficientemente bom. Instalam-se e quando o pai chega junta-se à mãe para um passeio. Ela finge não gostar da ideia, mas estar sozinha a sentir o sol em todo o seu corpo é tudo que quer. Despe-se, estica-se na toalha e só tem perceção da areia a tomar forma das suas curvas, debaixo do fino material. Tenta-se a pegar um livro que trouxe, mas as suas pálpebras decidem contra e as conversas das outras pessoas reduzem gradualmente de volume. Deixa-se ir. Acorda, com a companhia dos seus pais e faz conversa de quem acabou de acordar (cujo conteúdo, por muito que tente, não se lembra). Levanta-se, empurrando a areia com as suas palmas, e arrasta as pernas onde o seu olfato deseja aproximar-se, sentido a areia a preencher todos os espaços e buracos que esta cria ao andar. O choque de temperatura invade todo o seu corpo, dos pés em contacto com as ondas, até às suas orelhas, uma mais vermelha devido à posição escolhida para a sesta. Agora, são as suas mãos que ficam molhadas e juntas fazem uma taça que carrega água salgada e
fresca de encontro à sua cara, permitindo que os sentidos fiquem mais aptos, deixando o estado de sonolência no passado.


Deixa-se absorver pela imagem onde se encontra, e pisca os olhos outra vez, como se fosse mentira. Os seus pés sentem a areia quando ela se afasta da água. Senta-se e parece que a mente fica calada, pela primeira vez, pelo menos parece a primeira vez. A cena que observa é ridícula, não faz sentido algo conter tanta beleza. As imperfeições da areia, os tons que variam, ficando mais escuros ao aumentar a sua proximidade com o mar; revolto e azul como sempre e misturando branco no final de cada uma das suas viagens à terra, criando espuma e voltando para trás, tomando uma certeza, repetição e consistência nestas caminhadas que só o mar tem. O céu, longe, está no plano do fundo, um azul-claro de mesma relevância que o da água, mas deixa as suas nuvens terem o papel principal pouco usual em vistas assim. Mesmo se quisesse era difícil competir com o molde destas, molde que cobre o céu como se fosse um plano pouco opaco que só deixa passar a presença do sol, atrás delas. Os seus tons de laranja no fundo acrescentam ao valor da paisagem que os olhos verdes tentam capturar. Num piscar de olhos, as nuvens e o mar parecem cruzar-se, estupendamente assemelhando-se a vizinhos.

Ela não consegue ouvir nada, agora não pode.

Sente a brisa acariciar o seu cabelo, desliga-se do mundo. Tem de capturar esta paisagem, partilhar este momento, seria egoísta guardá-lo para ela, mas não se atreve a mexer-se.
Receia que desapareça, que a areia escorregue debaixo de si, que o mar seque, que o sol pare de brilhar, que as nuvens se desfaçam, que chova. Não se move. Em vez disso, dá tudo de si, entrega-se à natureza, reconhece que esta paz é única.

Relembra a pressa da mãe e entende, finalmente.

Araz Neutrum


Matilde Antão Coelho, 11º B

terça-feira, 25 de abril de 2023

25 de abril - Dia da Liberdade


 Manuel Alegre, in 'Atlântico'

Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía
Com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia
Na esperança de um só dia.
Foram batalhas perdidas. Foram derrotas vitórias.
Foi a vida (foram vidas). Foi a História (foram histórias)
Mil encontros despedidas. Foram vidas (foi a vida)
Por um só dia vivida.
Foi o tempo que passava como nunca se passasse.
E uma flauta que cantava como se a noite rasgasse
Toda a vida e uma palavra: liberdade que vivia
Na esperança de um só dia.
Musa minha vem dizer o que nunca então disse
Esse morrer de viver por um dia em que se visse
um só dia e então morrer. Musa minha que tecias
um só dia dos teus dias.
Vem dizer o puro exemplo dos que nunca se cansaram
musa minha onde contemplo os dias que se passaram
sem nunca passar o tempo. Nesse tempo em que daria
a vida por um só dia.
Já muitas águas correram já muitos rios secaram
batalhas que se perderam batalhas que se ganharam.
Só os dias morreram em que era tão curta a vida
Por um só dia vivida.
E as quatro estações rolaram com seus ritmos e seus ritos.
Ventos do Norte levaram festas jogos brincos ditos.
E as chamas não se apagaram. Que na ideia a lenha ardia
Toda a vida por um dia.
Fogos-fátuos cinza fria. Musa minha que cantavas
A canção que se vestia com bandeiras nas palavras:
Armas que o tempo tecia. Minha vida toda a vida
Por um só dia vivida.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Dia da Liberdade - o 25 de abril celebra-se com poesia...

 Conquista

 

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua

Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'

terça-feira, 11 de abril de 2023

DESAFIO DE MARÇO... ainda a decorrer!!


Constrói um texto a partir de uma imagem inspiradora. Podes recorrer ao teu álbum de fotografias, escolher a imagem de um quadro, por exemplo, ou uma ilustração...  
Inspira-te e escreve!

Envia-nos o teu texto e imagem em formato digital para: entrelinhas300@gmail.com

Não te esqueças de indicar o teu nome, ano e turma!